Apostas com responsabilidade social
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Apostas com responsabilidade social

Por Glaycon Franco Criado em: 20 de Agosto de 2026 Atualizado em: 20 de Agosto de 2026 5 min de leitura
Foto: Divulgação / Gabinete do Deputado Glaycon Franco
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A proposta que defendo aqui é criar legislação estadual para que as casas de apostas, aquelas que funcionam em Minas Gerais, contribuam de verdade para combater os danos que elas mesmas geram. Isso significa recursos destinados a programas de saúde, com foco em prevenção e tratamento do transtorno do jogo.

Sou médico. Passei a vida inteira vendo gente que sofre chegar numa sala de consulta pedindo ajuda. Vejo que a atividade regulamentada não pode fingir que o dano não existe. Quando você autoriza uma coisa, você tem responsabilidade também pelo que ela gera de ruim. E isso é questão de saúde pública, não é moralismo.

Os números me preocupam. Estamos falando de mais de 11 milhões de brasileiros que têm comportamento de risco com apostas. E os atendimentos por transtorno do jogo na rede pública cresceram mais de 100% entre 2018 e 2025. Isso não é opinião, são dados que a gente tem para consultar.

O que eu proponho aqui?

Defender legislação estadual que obrigue as casas de apostas sediadas ou domiciliadas fiscalmente em Minas Gerais a destinar recursos para programas de saúde, com foco em saúde mental e tratamento de dependência em apostas.

O ponto central é fazer com que o setor de apostas contribua diretamente para mitigar os danos que ele mesmo gera. Não proíbo nada. Mas quem lucra com a atividade também tem que pagar pela limpeza do dano.

Informação Definição
Pilar Saúde Mental
Instrumento LEI
Situação Proposta de atuação, não entrega concluída
Quem é atendido apostadores em situação de risco, famílias, profissionais de saúde, órgãos de fiscalização

Qual problema isso enfrenta?

O problema é que a gente autoriza uma atividade mas não exige que ela se responsabilize pelos danos. É como você abrir uma fábrica e não exigir tratamento de resíduo. A pessoa com transtorno do jogo que está lá fora, naquela situação de risco, precisa de lugar onde buscar ajuda. E não é porque ela “gastou muito” que ela não merece acesso ao tratamento. Isso é saúde pública.

Mais de 11 milhões de brasileiros com comportamento de risco. Atendimentos crescendo. Recursos em saúde não crescendo no mesmo ritmo. Alguém tem que puxar o carro.

Como a proposta avança na prática?

O instrumento é LEI + COBRANÇA. Deixa eu separar o papel de cada um:

  • LEI: criar uma norma que obrigue o operador de apostas a contribuir. Isso passa pela Assembleia, depende de votação, de debate.
  • COBRANÇA: requerimentos, audiências, acompanhamento do Executivo para que a lei saia do papel e vire ação de verdade, com programa funcionando, dados sendo divulgados, gente sendo atendida.

Meu trabalho é propor a lei, cobrar a implementação, fiscalizar se tá funcionando. Mas não sou eu que executa serviço de saúde, não é por isso que a lei sai do papel. Dependência de decisão pública não é desculpa, é honestidade.

O que ainda depende de terceiros?

A aprovação legislativa depende de votação na Assembleia. A regulamentação depende do Estado, através de órgão responsável. A execução dos programas depende de convênio, gestão, capacitação de profissional. Tudo isso é fora do meu alcance como um parlamentar isolado. Mas dependo de terceiros exatamente porque democracia funciona assim.

O que mais me move nessa proposta é saber que existe gente sofrendo agora. Onze milhões de brasileiros. Essa não é uma pauta de punição, é pauta de proteção. Quem está em situação de risco com jogo precisa saber que tem lugar para ir.

Glaycon Franco. Nossa gente tem voz.

Como vocês vão poder acompanhar?

A prestação de contas dessa proposta responde assim: houve proposta de lei apresentada? Qual órgão recebeu a demanda de acompanhamento? Existe número de projeto e data de apresentação? Qual etapa foi concluída? O que ainda depende de votação ou decisão de fora? Qual programa está funcionando e com que dados?

Eu publico tudo que eu faço. Cobranças por email, requerimentos, pedidos de informação. E quando é aprovado, a gente acompanha se tá de verdade funcionando.

FAQ: Perguntas Frequentes

Essa proposta proíbe apostas?

Não. Apostas regulamentadas continuam permitidas. A proposta é que o operador que lucra com a atividade contribua para combater os danos que ela gera, como acontece em outros setores.

Por que falar em “responsabilidade social”?

Porque responsabilidade é isso. Você não colhe só o ganho e deixa o prejuízo para os outros arcarem. Quem lucra contribui para a limpeza.

Quanto tempo leva para uma lei como essa passar?

Depende da votação na Assembleia. Lei não sai do ar. Precisa de debate, de convencimento, de votação. Esse é o processo democrático.

Como fica a implementação se a lei passar?

Aí depende do Estado regular, da Secretaria de Saúde executar, de profissionais de saúde mental atender. Meu trabalho é cobrar isso todos os dias.

Quem é contemplado com programas de prevenção e tratamento?

Apostadores em situação de risco, famílias que sofrem com a dependência de um familiar, profissionais de saúde que precisam de capacitação para identificar e atender.

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Dados Oficiais do Gabinete

Deputado Estadual — Minas Gerais (45123, PSDB)

Nome Civil Glycon Moreira Franco
Partido PSDB - Minas Gerais
Escritório Conselheiro Lafaiete — Horário Comercial
Base Regional Alto Paraopeba, Vale do Piranga, Campo das Vertentes e Inconfidentes
Glaycon Franco
O Autor

Glaycon Franco

Médico, produtor rural e Deputado Estadual por Minas Gerais (45123, PSDB)

Filho de Conselheiro Lafaiete, começou a vida médica no Hospital e Maternidade São José, onde implantou os serviços pioneiros de ultrassonografia e raio-x na região. De vereador a três mandatos na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, tem sua atuação marcada pela defesa da saúde descentralizada, do produtor rural e da dignidade do povo mineiro. Nossa gente tem voz.