Política Nacional de Prevenção ao Transtorno do Jogo e Promoção do Jogo Responsável
LEI

Política Nacional de Prevenção ao Transtorno do Jogo e Promoção do Jogo Responsável

Por Glaycon Franco Criado em: 20 de Agosto de 2026 Atualizado em: 20 de Agosto de 2026 5 min de leitura
Foto: Divulgação / Gabinete do Deputado Glaycon Franco
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Eu apresentei um projeto de lei que altera a Lei nº 14.790/2023 para instituir política permanente de prevenção ao transtorno do jogo. O objetivo é tratar a ludopatia como questão de saúde pública, exigindo que os operadores de apostas ofereçam ferramentas de proteção, informação clara e transparência, sem proibir a atividade regulamentada.

Como médico, aprendi que prevenção sempre custa menos que o tratamento. Você evita o dano, você economiza depois. Apostas é uma atividade que gera risco concreto para a saúde mental das pessoas. A questão não é moral, é de saúde pública mesmo.

Os números que a gente tem são claros. Mais de 11 milhões de brasileiros com comportamento de risco com apostas. Atendimentos por transtorno do jogo na rede pública cresceram mais de 100% entre 2018 e 2025. Isso é epidemia de saúde pública. Precisa de resposta estruturada.

O que eu proponho aqui?

Projeto de lei que exige dos operadores de apostas um conjunto de medidas estruturadas e permanentes de proteção:

  • Programas de jogo responsável, não só aviso.
  • Ferramentas de autoexclusão, com a pessoa conseguindo se bloquear quando achar que precisa.
  • Limites voluntários de depósito e aposta, que a pessoa coloca como seu limite pessoal.
  • Histórico completo de movimentações acessível para o apostador entender de verdade o que ele gastou.
  • Transparência na publicidade digital paga, para a gente saber quem tá gastando dinheiro em marketing de aposta.
  • Compartilhamento de dados com órgãos de fiscalização, sempre respeitando a LGPD.

Não proíbo aposta. O que eu faço é exigir que quem autoriza a atividade garanta proteção mínima.

Informação Definição
Pilar Saúde Mental
Instrumento LEI
Situação Projeto em tramitação federal, não aprovado
Quem é atendido apostadores em situação de risco, famílias, profissionais de saúde

Qual problema isso enfrenta?

O problema é que a lei atual autoriza aposta sem exigir que o operador faça de verdade a prevenção. Tem gente que tá indo pro fundo porque ninguém colocou freio, não ofereceu proteção, não foi claro sobre o risco. E quem vira dependente disso procura a rede pública para ser atendido, e rede pública não tem capacidade de atender todo mundo.

Isso não é culpa da pessoa que ficou viciada. É culpa de um sistema que autorizou a atividade mas não exigiu responsabilidade de quem lucra com ela.

Como a proposta avança na prática?

O instrumento é LEI + COBRANÇA:

  • LEI: o projeto precisa passar pela Câmara Federal, votação, debate, assinatura do presidente. Está em tramitação.
  • COBRANÇA: acompanhamento junto ao órgão que regula apostas no Brasil, requerimentos se não tiver implementação, fiscalização se a lei virar norma.

Meu papel é defender a aprovação, depois cobrar a regulamentação, depois cobrar se o operador tá realmente cumprindo. Mas dependo de votação na Câmara e depois de regulamentação pelo poder que controla apostas.

O que ainda depende de terceiros?

Muita coisa. A aprovação depende de votação do plenário na Câmara Federal. A regulamentação depende da agência reguladora ou do órgão que cuida disso no Estado. A implementação depende do operador cumprir a lei, da Receita fiscalizar, da Polícia Federal se tiver crime. Tudo isso é fora do que um parlamentar isolado consegue fazer.

Mas democracia funciona assim. Ninguém consegue tudo sozinho. O que eu consigo é propor, cobrar, fiscalizar.

Quando eu penso em prevenção do transtorno do jogo, eu parto de um princípio simples: quem sofre é gente de verdade, é família de verdade, é pai e mãe que tá ali se destruindo. Isso merece proteção de lei. Não merece moralismo, merece proteção mesmo.

Glaycon Franco. Nossa gente tem voz.

Como vocês vão poder acompanhar?

A prestação de contas responde assim: em que estágio de tramitação o projeto tá? Quantas vezes eu cobrei aprovação? Qual foi a resposta que recebi de deputado ou de órgão competente? Se a lei virar norma, quais são as operadoras que tão cumprindo? Qual dado de proteção a gente tem de que tá funcionando?

Eu divulgo tudo. Cobranças, requerimentos, respostas que recebi. E quando não recebo resposta, eu publico isso também.

FAQ: Perguntas Frequentes

Por que uma lei federal se o foco é saúde pública?

Porque apostas funcionam em escala nacional. O operador de apostas quer poder atuar em todo Brasil. Se só Minas Gerais faz regra, o operador muda pro outro estado. Lei federal garante que todos os estados têm proteção igual.

Essa lei proíbe que as pessoas apostem?

Não. A lei autoriza a atividade e exige que seja feita com responsabilidade, com proteção, com informação clara.

Quem fiscaliza o cumprimento?

Órgão regulador de apostas no Brasil, junto com agências estaduais, Receita Federal se tiver questão fiscal. O parlamentar acompanha e cobra.

Quando a lei pode passar?

Tramitação depende de votação no plenário. Não tem prazo exato. Mas é proposta que tá em circulação, sendo trabalhada, defendida.

Qual é a diferença entre “jogo responsável” de campanha e o que a lei exige?

Campanha é voluntário. Lei é obrigação. A lei exige que o operador ofereça ferramentas de proteção, transparência, dados, programas de prevenção. Não é só aviso bonito.

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Dados Oficiais do Gabinete

Deputado Estadual — Minas Gerais (45123, PSDB)

Nome Civil Glycon Moreira Franco
Partido PSDB - Minas Gerais
Escritório Conselheiro Lafaiete — Horário Comercial
Base Regional Alto Paraopeba, Vale do Piranga, Campo das Vertentes e Inconfidentes
Glaycon Franco
O Autor

Glaycon Franco

Médico, produtor rural e Deputado Estadual por Minas Gerais (45123, PSDB)

Filho de Conselheiro Lafaiete, começou a vida médica no Hospital e Maternidade São José, onde implantou os serviços pioneiros de ultrassonografia e raio-x na região. De vereador a três mandatos na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, tem sua atuação marcada pela defesa da saúde descentralizada, do produtor rural e da dignidade do povo mineiro. Nossa gente tem voz.